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BLOG NO TEATRO


A mistura de cores num pacote de balas de goma - por Gabi Coutinho
Esses dias fui numa distribuidora de doces e escolhi um pacotinho de balas de goma daqueles que parecem ter mais da vermelha, que quase unanimemente é a favorita. Uma admiração que não é de hoje, mas que cada vez mais surpreende, sabe? E não que eu não goste das outras cores mas, especialmente quando colocadas junto às vermelhas, a sensação é que existe algo diferente entre elas. Abri o pacote e comecei por uma daquelas, que tinha exatamente o sabor que eu esperava. Talvez at
há 1 dia


Como foi que eu vim parar aqui? - uma reflexão de muitas perspectivas sobre o processo de Lucrécia, da Trupe Ave Lola
Por Gabi Coutinho Como foi que eu vim parar aqui? Me pergunto mas não busco uma resposta pois tenho medo que visto de fora pareça delirante demais. Um devaneio que ao invés de trazer explicações plausíveis para o lugar onde me encontro soa como loucura quando visto de fora. Ouço uma música que tenta conduzir a narrativa, mas ela parece mais bonita do que poderia ser. Quando foi que isso se tornou uma questão? Percebo o valor do ruído e volto a entender dentro de mim que somen
há 5 dias


Desculpe… usar esse espaço para algo tão pessoal - por Gabi Coutinho
O ano era 2013 e meu mundo estava virado de ponta-cabeça. Em poucos meses meu pai, que também era meu melhor amigo e, sem dúvida, um dos caras mais cheios de vida que eu conheci, foi diagnosticado com um câncer no pâncreas que, quando descobrimos, já estava em metástase. Eu tinha 22 anos e minha família tentou me poupar ao máximo, por isso algumas coisas eu não sei exatamente como aconteceram. No entanto tem outras que eu lembro como se fosse ontem - o que é muito curioso por
9 de ago.


Por trás de narizes vermelhos - por Gabi Coutinho
Durante muito tempo, palhaços foram criaturas que eu preferia manter distância. Não sei se por medo deles, ou por medo do que eles pareciam esconder. Havia algo desconcertante naquele sorriso pintado. Uma maquiagem que apagava o rosto de alguém para inventar outro. Eu olhava e pensava: por que alguém escolheria viver atrás de uma máscara? Não acho que eu tenha me curado disso por completo, mas é fato que hoje eu vejo a palhaçaria de uma perspectiva muito mais bonita e, em mui
3 de ago.


Sobre quando a vida conversa consigo mesma ou um homem escuta a si mesmo em voz alta ou falo com alguém que usa o meu nome
Reflexões e expansões a partir do espetáculo A Língua do Fogo, de Vinícius Souza por Soraya Martins Patrocínio Um professor, no momento em que está dando aula, sofre um mal súbito e esquece o próprio nome. A partir daí, começa uma travessia em que sonho, realidade, lembranças, sentido de pertencimento e identidade se misturam, num jogo cênico forjado a partir da língua/palavra em performance, emersa de uma dramaturgia labirínticas: literatura, autoficção, desejos e inquietude
31 de jul.


De Curitiba para São Paulo: como O Fantasma de Friedrich reforça a força do teatro musical paranaense
Por No Teatro Curitiba Quando um espetáculo curitibano conquista uma temporada em São Paulo, o feito ultrapassa a circulação de uma única produção. Ele evidencia a capacidade de artistas, companhias e profissionais locais de desenvolverem projetos autorais capazes de dialogar com públicos de diferentes regiões do país. É exatamente esse movimento que acontece com O Fantasma de Friedrich – Uma Pop Ópera Punk. Depois de estrear em Curitiba, conquistar público e crítica e consol
15 de jul.


Um rio, uma pele, uma história, uma dor - Mergulhos em travessias onde nada nem ninguém atravessa igual
Por Gabi Coutinho Nos últimos tempos ouvi inúmeras vezes aquela citação que diz que “um homem nunca se banha duas vezes no mesmo rio”. E realmente… o rio não é o mesmo, o homem não é o mesmo, o caminho percorrido até ali é diferente e por aí vai. Mas o mais maluco diante disso é que, mesmo com essa consciência, a gente ainda é ingênuo o suficiente para achar que já conhece uma história. Que sabe exatamente o que está por vir. Eu já tinha lido o livro O Avesso da Pele. Sabia d
14 de jul.


UM MOSAICO DO EU - Crítica do espetáculo A Língua do Fogo
Crítica do espetáculo A Língua do Fogo, de Vinícius de Souza (MG), visto no dia 15 de maio de 2026, na Caixa Cultural de Curitiba, durante a programação da Plataforma Súbita - Encontro Internacional de Investigações Cênicas. Por Heloísa Sousa (RN/PE) Uma das características mais marcantes do “giro performativo” (Fischer-Lichte, 2011) percebido nas artes da cena a partir da segunda metade do século XX, é justamente o reposicionamento do eu como matéria de composição, seja atra
4 de jul.


Viagem no tempo: como No Dia Seguinte na verdade é um passado presente
Descobri que viajar no tempo talvez seja muito mais simples do que eu imaginava. A gente só estava procurando no lugar errado. Não precisa de máquina, ciência ou de uma grande invenção tecnológica. Nem de um DeLorean. É muito mais sobre atravessar um corredor, entrar pelos bastidores e aceitar que, por algumas horas, o presente vai fingir que não existe. No começo você observa e repara em cada detalhe. Fica impressionado com as roupas, vê algo familiar na propaganda, acessa a
3 de jul.


Entre a poesia inútil e o inútil virando poesia: uma reflexão borocoxô inspirada em Céu da Língua
Curitiba, 24 de junho de 2026 - Por Gabi Coutinho Acordei moribunda. Com dor de garganta e, infelizmente, não por efeito de um costelão. Não era shemomechama. Era só uma garganta inflamada mesmo. Fiquei um pouco frustrada com a falta de poesia da explicação. Pensando em como era borocoxô sentir que me faltavam palavras exatamente numa situação como aquela. Porque seria muito mais interessante imaginar que um desconforto qualquer vinha acompanhado de significados simbólicos, d
25 de jun.


A menina que colecionava janelas - um conto sobre o que Da Janela me fez entender
Por Gabi Coutinho Uma vez ouvi uma história de que toda criança nasce com um bolso invisível. Um bolso que guarda um universo inteiro ao invés de moedas, figurinhas ou pedrinhas brilhantes. Algumas colocam ali um dragão colorido incrivelmente assustador. Outras escondem um cachorro imaginário que late em francês. Há quem carregue um pedaço de nuvem para os dias de calor, ou ainda um sorriso que precisa ser escovado todos os dias. Um bolso digno de colecionador. De sonhos, de
15 de jun.


Sobre “Deriva”; por Fernando Pivotto
[Este texto reflexivo foi comissionado pela Súbita Companhia, quando da realização da segunda edição da Plataforma Súbita. O convite incluía um bate-papo crítico sobre o espetáculo Deriva, da companhia, e as mostras de processo de Suíte Deserto, de Korpa Enkantada e Mandíbula, de Andreia Porto. Para mais informações, entre em contato por tudomenosumacrítica@gmail.com] [[Se possível, leia ou ouça este texto em movimento, ou observando o movimento da cidade]] Pela porta do café
8 de jun.


Sobre percursos, paisagens e desenhos - Fragmentos reflexivos a partir do espetáculo Deriva, da Súbita Companhia
por Soraya Martins (crítica convidada) O termo deriva possui significados múltiplos que se tensionam e se complementam. De um lado, remete à ideia de deslocamento sem rumo; de outro, à experiência do acaso, da abertura ao imprevisto e da suspensão de controle, tornando-se um gesto crítico diante das estruturas normativas. Me interesso, mais de perto, por este sentido último, simbólico. É dele que parto para fazer deste texto fragmentos críticos-criativos sobre a deriva poétic
8 de jun.


Um Manual perfeito pra coisas que certamente não constam em nenhum manual
Por Gabi Coutinho Fabulação. Uma palavra que tenho ouvido com frequência nos últimos tempos. Uma palavra bonita para algo que de alguma forma fazemos desde sempre (mas na minha humilde opinião deveríamos fazer ainda mais): transformar lembranças em histórias, ausências em imagens, dores em narrativas que podemos atravessar. Fabular não é fugir da realidade. É encontrar outras formas de habitá-la. É permitir que aquilo que parece grande demais para ser explicado encontre espa
4 de jun.


No Teatro vai ao cinema: filmes sobre cena, presença e a arte do encontro no 15º Olhar de Cinema
Quem acompanha o No Teatro Curitiba sabe que nosso olhar para a cultura vai além dos palcos. Frequentamos festivais de cinema, acompanhamos eventos literários, visitamos exposições, somos atravessados pela dança, pela música, pela educação, pelo turismo cultural e pelas muitas formas que a arte encontra para fazer parte da vida das pessoas. Somos apaixonados por esse universo em sua totalidade — e talvez seja justamente por isso que escolhemos atuar como um veículo de nicho.
4 de jun.


Entre pontos de atenção, um musical de bom Tom
Por No Teatro Curitiba Há espetáculos que impressionam pelo tamanho. Outros, pela emoção. Tom Jobim Musical consegue fazer as duas coisas ao mesmo tempo, entregando uma experiência grandiosa que celebra não apenas a trajetória de um dos maiores nomes da música brasileira, mas também a força do teatro musical nacional. Desde os primeiros minutos, a produção chama atenção pela dimensão de sua proposta. O cenário é impressionante, transitando entre diferentes espaços, épocas e a
1 de jun.


Nenhuma Lágrima: um depoimento literário de quem, de alguma forma, se coloca em julgamento
Por Gabi Coutinho Alerta de gatilho: este texto aborda temas relacionados a abuso, violência psicológica, relacionamentos tóxicos e violência sexual. Foi estranho assistir Prima Facie sabendo que tantas pessoas saíam dali chorando e reparar que quase me frustrei tentando entender porque eu não era uma delas. Eu também esperava isso de mim. Existia uma expectativa silenciosa de que, em algum momento, uma lágrima descesse e me aliviasse daquilo tudo. Afinal, é uma peça que desm
24 de mai.


O que se constrói sobre uma Plataforma: a importância do atravessamento em uma maratona de encontros investigativos
Por Gabi Coutinho Existe algo muito bonito acontecendo quando uma companhia consagrada decide não mostrar apenas obras prontas, mas abrir as portas do pensamento. Foto: Maduh Cavalli A Plataforma Súbita parece entender isso profundamente ao construir sua programação não como uma vitrine, mas como uma casa temporária de encontros. Um espaço em que processos importam tanto quanto estreias, em que perguntas têm o mesmo peso das respostas, e em que o teatro deixa de ser somente p
22 de mai.


Aos Companheiros de Estrada: uma travessia emocional de parada obrigatória
Por Gabi Coutinho Tem caminhos que a gente percorre no automático. A rua de sempre, o ônibus de sempre, um mesmo pensamento repetido enquanto o mundo acontece sem pedir licença. E talvez o mais perigoso dos trajetos seja justamente esse: atravessar paisagens sem enxergar as histórias que moram nelas. Foi nisso que pensei assistindo Aos Companheiros de Estrada, enquanto a peça me arrancava aos poucos dessa mania contemporânea de viver com pressa e passar pelas coisas sem habit
11 de mai.


Há coisas que não cabem mais no silêncio
Por Maduh Cavalli Escrevo este texto como um convite à reflexão e à construção de um espaço de escuta e apoio. Trago esse tema porque ele me atravessa há algum tempo e porque, em muitos momentos, o que não é dito também sustenta o problema. Falar sobre assédio dentro da classe artística de Curitiba não é simples e nem confortável, mas é necessário. Ao longo dos anos, relatos, conversas de bastidores e experiências compartilhadas têm apontado para uma realidade que ainda preci
28 de abr.
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