Por Gabi Coutinho Entrei sem anúncio. Como quem chega na casa de alguém e percebe, pelo jeito que as cadeiras estão dispostas, que alguma coisa já iniciou antes de você. Em “Peça sobre peças”, não existe exatamente um começo: existe um convite silencioso. Uma energia que atravessa o espaço antes mesmo de qualquer fala. Até que “de repente não mais que de repente” você já está dentro, não como espectador distante, mas como alguém que partilha daquele acordo delicado: o de ver