Por Gabi Coutinho Há um momento difícil de localizar no tempo, em que a gente percebe que carrega mais do que viveu. Como se dentro do corpo houvesse camadas de histórias que não são exatamente suas, compostas por memórias herdadas, violências que ecoam, silêncios que insistem em permanecer. Não chegam como lembranças claras, mas como sensações: um peso sem nome, uma inquietação que não se explica. É como caminhar entre dois pontos, entre o que se vê à frente e aquilo que ins